Na gaveta da escrivaninha guardarei as ilusões As desilusões deixarei no guarda-roupas Sobre a mesa despojarei as esperanças As dores porei na geladeira No sofá, derramarei meus sonhos As fugas ficarão no gravador No vídeo-cassete todas as inquietudes O amor trancarei no armário E no tanque afogarei a solidão
Então quedarei Desprovido de sentimentos ou atos pelos grandes cômodos desta casa vazia.