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A Brutal Delicadeza


Hai-kai 356

    Na noite fria
ninguém na estação
O trem para em vão.




Escrito por Bhall Marcos às 17h10
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AVENIDA

 

Ao centro faixas
Na lateral
        postes, placas
Meio fio
Por sob o tunel
não lhe bate o sol
      da tarde
não lhe chove á noite
Meio frio
Em suas esquinas
as putas
         vão a luta
Meio cio

E eu
   passando
        apressado
Achando tudo
        engraçado
      Meio poeta
      Meio mortal
        Sorrio.



Escrito por Bhall Marcos às 10h47
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Consciência Traída

 



Cai a folha
            cai o galho
Balança a árvore
que vai cair também
Madeireiro está pronto
A motosserra quase pronta
Esperando o combustível
que virá no caminhão
Vem então o caminhão
Motosserra então ronca
Motosserra então serra
Madeireiro então berra:

MADEIRA...

E a árvore está no chão

Numa indústria
               na cidade
a árvore é descascada
vai ser manufaturada
Virar:
      guarda-roupas
               estante
                  cama
                    mesa
                   cadeira
e outros luxos que o mesmo homem
      que defende a natureza
       paga caro pra comprar.


Escrito por Bhall Marcos às 10h29
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Hai-kai 341

  A frágil borboleta
põe seus frágeis ovos
  na frágil vidraça.

 




Escrito por Bhall Marcos às 14h18
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Da Janela do Ônibus

Papéis jogados no asfalto
Postes passando velozes
O sorriso da menina na calçada
Aves  aviões   borboletas
Primeiro apeadouro   segundo apeadouro
Automóveis   motos   bicicletas
Namorados no portão
Canteiros   gramas   flores
Amanhã é domingo
Terceiro apeadouro   quarto apeadouro
E mais
bicicletas   motos   automóveis
Vento na face
Propaganda no muro
Velhos   crianças   jovens
A escola   o bar   a clínica
O barrigão da grávida
Sinaleiros   buzinas   policial
"Vá ao circo"
A vendedora de flores
Freira   mendigo   carteiro
Árvores
Telhados
Postes devagar agora
O apeadouro final
Parte o ônibus
Eu fiquei
Leva a janela sem mim.

 




Escrito por Bhall Marcos às 14h13
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Strep Tease

 

Caem as folhas

                           caem as flores.

 

Ficam nuas

                    as árvores

sem pudores.

 



Escrito por Bhall Marcos às 14h08
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Revista Erótica

A moça
           da foto
sequer imagina
      que existo
(minha inocência)
E eu
       transpiro
        suspiro
por sua existência.


Escrito por Bhall Marcos às 10h29
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Uma coisa...Duas coisas II

   Amores são assim
   Uns urgem começar
Outros rumam para o fim.





Escrito por Bhall Marcos às 17h00
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Escrito por Bhall Marcos às 16h48
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Lua e Pássaro

Quem dera fosse eu um pássaro
Pra fazer em teu quintal meu ninho
E de manhã te acordar
com a mais suave melodia

Quem dera fosse eu a lua
Pra clarear de noite teu caminho
E lá de cima te olhar
torcendo pra não vir o dia

Quem dera a lua fosse pássaro
E, eu sendo a lua
Também seria ave
Iria então te clarear cantando.




Escrito por Bhall Marcos às 16h44
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Conflitos II

O mesmo chão que o branco pisa
Pisa o negro, pisa a negra
Quando Deus criou o mundo
não deixou nenhuma regra

Ele não deixou escrito
que alguém é mais que alguém
Tudo o que ele queria
é que só fizessem o bem

Hoje tudo está errado
ninguém segue o mandamento
Todos fazem o que querem
O que vem ao pensamento

Negros   brancos vivem em guerra
já criaram até leis
Querem separar as raças
o porque disso eu não sei

Se lá de cima sol e lua
a todos clareia e conduz
Porque as raças aqui embaixo
querem só pra eles luz?




Escrito por Bhall Marcos às 16h38
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Minha Inocência

A vulva molhada
na boca molhada
A boca molhada
na vulva
      da mulher
ofegante e molhada

Mas
não entendo
Mesmo molhada
a mulher
olha-me
com olhos sedentos.




Escrito por Bhall Marcos às 16h16
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Caixeiro Viajante

Eu
na ferocidade do dia
na infelicidade do dia
na motricidade do dia
na velocidade do dia
na voracidade do dia
na privacidade do dia
na plasticidade do dia
na praticidade do dia
na intensidade do dia
na eletricidade do dia
na comicidade do dia
na precocidade do dia
na falsidade do dia
na blandicidade do dia
na vivacidade do dia
na simplicidade do dia
na rusticidade do dia
na cumplicidade do dia
na excentricidade do dia
na publicidade do dia
na felicidade do dia
Eu
Feliz
na cidade do dia.




Escrito por Bhall Marcos às 16h01
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Vulcão

   Montanha
irada. Estoura
  por nada.





Escrito por Bhall Marcos às 15h50
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Raça


Não
Não sou um poeta de celebrações
Sou humilde e sou negro
Trago em mim as marcas, discriminações
Mas mesmo assim eu não me entrego


As várias dores que a vida me infringiu
fizeram-me crescer e ser mais forte
Superar os dissabores que a vida me serviu
Cantar a negritude até à morte


Não
Não sou um poeta cabisbaixo por aí
Vivo e escrevo o meu orgulho
Represento a miscigenação de um país
que insiste em ver-me como entulho


As várias cicatrizes que o racismo em mim abriu
fecharam-se, e se tornaram uma couraça
Poeta negro, forte e varonil
Um jardineiro...
a semear, o orgulho de uma raça.

 




Escrito por Bhall Marcos às 07h49
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