Uma coisa...Duas coisas II Amores são assim Uns urgem começar Outros rumam para o fim.
Escrito por Bhall Marcos às 17h00
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Escrito por Bhall Marcos às 16h48
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Lua e PássaroQuem dera fosse eu um pássaro Pra fazer em teu quintal meu ninho E de manhã te acordar com a mais suave melodia
Quem dera fosse eu a lua Pra clarear de noite teu caminho E lá de cima te olhar torcendo pra não vir o dia
Quem dera a lua fosse pássaro E, eu sendo a lua Também seria ave Iria então te clarear cantando.
Escrito por Bhall Marcos às 16h44
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Conflitos II O mesmo chão que o branco pisa Pisa o negro, pisa a negra Quando Deus criou o mundo não deixou nenhuma regra
Ele não deixou escrito que alguém é mais que alguém Tudo o que ele queria é que só fizessem o bem
Hoje tudo está errado ninguém segue o mandamento Todos fazem o que querem O que vem ao pensamento
Negros brancos vivem em guerra já criaram até leis Querem separar as raças o porque disso eu não sei
Se lá de cima sol e lua a todos clareia e conduz Porque as raças aqui embaixo querem só pra eles luz?
Escrito por Bhall Marcos às 16h38
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Minha InocênciaA vulva molhada na boca molhada A boca molhada na vulva da mulher ofegante e molhada
Mas não entendo Mesmo molhada a mulher olha-me com olhos sedentos.
Escrito por Bhall Marcos às 16h16
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Caixeiro ViajanteEu na ferocidade do dia na infelicidade do dia na motricidade do dia na velocidade do dia na voracidade do dia na privacidade do dia na plasticidade do dia na praticidade do dia na intensidade do dia na eletricidade do dia na comicidade do dia na precocidade do dia na falsidade do dia na blandicidade do dia na vivacidade do dia na simplicidade do dia na rusticidade do dia na cumplicidade do dia na excentricidade do dia na publicidade do dia na felicidade do dia Eu Feliz na cidade do dia.
Escrito por Bhall Marcos às 16h01
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Vulcão Montanha irada. Estoura por nada.
Escrito por Bhall Marcos às 15h50
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Raça
Não Não sou um poeta de celebrações Sou humilde e sou negro Trago em mim as marcas, discriminações Mas mesmo assim eu não me entrego
As várias dores que a vida me infringiu fizeram-me crescer e ser mais forte Superar os dissabores que a vida me serviu Cantar a negritude até à morte
Não Não sou um poeta cabisbaixo por aí Vivo e escrevo o meu orgulho Represento a miscigenação de um país que insiste em ver-me como entulho
As várias cicatrizes que o racismo em mim abriu fecharam-se, e se tornaram uma couraça Poeta negro, forte e varonil Um jardineiro... a semear, o orgulho de uma raça. 
Escrito por Bhall Marcos às 07h49
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Xeque-Mate A vida é um jogo de xadrêz Onde peões pilotam motos Reis transam com plebéias Damas se prostituem
Onde bispos são pedófilos E os cavalos são de aço
Enquanto isso d'uma torre A morte nos espreita Querendo tirar, alguém do tabuleiro.
Escrito por Bhall Marcos às 07h43
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O Palhaço
O palhaço pulava fazia acrobacias E o povo ovacionava sem saber que ele sofria O palhaço, coitado nada mais fazer sabia Por isso ao povo alegrava curtindo a sua agonia E o povo sem saber mais e mais o aplaudia A máscara que ele usava ilustrava imensa alegria Mas em seu rosto, lágrimas tristemente escorriam Tanta dor, tanto desgosto só ele mesmo sentia Fazia forças o palhaço chorar ele não queria Mas, não suportava a dor por perder sua "Maria" Terminado o show, findada a cena o povo então partiria E só, no camarim com sua dor ficaria Sabendo ter que fingir novamente no outro dia. 
Escrito por Bhall Marcos às 12h00
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Escrito por Bhall Marcos às 12h49
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Notívago (Bhall Marcos/ Augusto Silva)
Como posso sonhar? Se o sono não vem Se a noite se acaba e o dia já vem
Como posso falar? Se a voz não me vem? Se o silêncio é tão alto que não ouço ninguém
Como posso ser eu? Se pareço outrém Se insisto em fugir-me ou imito alguém
Como posso ser poeta? Se me sinto do além Se a noite é pequena e o dia, não me cai bem

Escrito por Bhall Marcos às 22h54
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Escrito por Bhall Marcos às 18h51
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ProcissãoLonge No fim da rua via-se uma procissão de mendigos
Juntos louvavam à "santa miséria" em que vivem.
Escrito por Bhall Marcos às 09h25
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Malogro
Eu feito eu com defeito Eu feito eu imperfeito Eu feito eu malfeito
Meu eu insatisfeito feito um jogo desfeito.

Escrito por Bhall Marcos às 09h18
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